sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

TENTE LER SEM CHORAR


TENTE LER SEM CHORAR



Corri ao mercado para comprar uns presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes.Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma:
"Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso."
Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.
Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos 5 anos pressionado uma boneca contra o peito.
Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.
O menino virou-se para uma senhora próximo a ele e disse:
"Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?"
A senhora respondeu:
"Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido!"
E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por 5  minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa. O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos.
Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca E ele respondeu:
"Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar. Ela estava tão certa que o Papai daria esta boneca para ela este ano".
Eu disse:
"Não fique tão preocupado, eu acho que ele irá dar a boneca para sua irmã."
Mas ele triste me disse:
"Não, o Papai não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu enho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá."
Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava:
"Minha irmã teve que ir embora para sempre. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto dela em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã".
Meu coração parou de bater.
Aquele garotinho olhou para mim e me disse:
"Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi à ele que esperasse até eu voltar do   mercado."
Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo,e me disse:
"Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha." Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira  e peguei algumas notas e disse para o garoto:
"E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca?
Coloquei as minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro.Depois que contamos, o dinheiro iria dar para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco.
E o garotinho disse:
"Obrigado Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para compra a boneca".Aí ele olhou para mim e disse:
"Ontem antes de dormir eu pedi à Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu ...e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada a Deus. E Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas.
Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notado.
Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado. Entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.
Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez ;que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho?
Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas fui ao velório daquela jovem .... Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com  a foto do
garotinho e com a boneca em seu peito. Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre. O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje. É difícil de acreditar e imaginar que numa fração
de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O AMOR E O VELHO BARQUEIRO

O AMOR E O VELHO BARQUEIRO

Chegando, afinal à margem do grande rio, o Amor avistou três barqueiros que se achavam indolentes, recostados nas pedras.

Dirigiu-se ao primeiro:

– Queres, meu bom amigo, levar-me para a outra margem do rio?

Respondeu o interpelado, com voz triste, cheio de angústia:

– Não posso, menino! É impossível para mim!

O Amor recorreu, então, ao segundo barqueiro, que se divertia em atirar pedrinhas no seio tumultuoso da correnteza.

– Não. Não posso – recusou secamente.

O terceiro e último barqueiro, que parecia o mais velho, não esperou que o Amor viesse pedir-lhe auxílio. Levantou-se, tranqüilo, e, estendendo-lhe, bondoso, a larga mão forte, disse-lhe:

– Vem comigo, menino! Levo-te sem demora para o outro lado.

Em meio a travessia, notando o amor a segurança com que o velho barqueiro barquejava, perguntou-lhe:

– Quem és tu? Quem são aqueles dois que se recusaram a atender ao meu pedido?

– Menino – respondeu, paciente, o bom remador

-o primeiro é o Sofrimento; o segundo é o Desprezo.

Bem sabes que o Sofrimento e o Desprezo não fazem passar o Amor!

– E tu, quem és, afinal?

– Eu sou o Tempo, meu filho – atalhou o velho barqueiro.

– Aprende para sempre a grande verdade.

Só o Tempo é que faz passar o Amor!

E continuou a remar, numa cadência certa, como se o movimento de seus braços possantes fosse regulado por um pêndulo invisível e eterno.

Sofrimento, desprezo…Que importa tudo isso ao coração Apaixonado?


O Tempo, e só o Tempo, é que faz passar o Amor.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O CARACOL INVEJOSO.



O CARACOL INVEJOSO
O caracolzinho sentia-se muito infeliz.

Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele.

Uns brincavam, outros saltavam.

E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça! - Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado. Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam.

- Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele. - Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos.

Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram.

E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto. Um dia, desabou uma tempestade.

Choveu durante muitos dias.

Parecia um dilúvio!

As águas subiram, inundando tudo.

Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro.

Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido! Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça.


Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Tenha Fé e Esperança!!!

Tenha Fé e Esperança!!!

Narra uma lenda judaica que dois irmãos que haviam vivido sempre na cidade, resolveram fazer um passeio no campo.

Enquanto caminhavam, viram um homem que arava uma grande porção de terra e acharam muito estranho, não conseguindo entender porque ele destruía assim a campina.

Na seqüência, observaram que o homem colocava sementes nos sulcos que fizera.

Um dos irmãos achou que o campo era um local de loucos, pois jogava fora trigo bom. Por isso, voltou à cidade.

O outro irmão, contudo, observou que poucas semanas depois, os pés de trigo começaram a brotar. O campo era um imenso tapete verde.

Escreveu para o irmão da cidade a fim de que ele viesse verificar, com seus próprios olhos, a maravilha.

Ele veio e realmente se maravilhou. Mas, passados alguns dias, o verde dos brotos foi dando lugar ao dourado.

Então ambos entenderam o trabalho do semeador.

Depressa o trigo amadureceu. O semeador trouxe a foice e começou a ceifar.

O irmão que havia retornado à cidade não conseguia acreditar no que via:

O homem parece doido, dizia. Trabalhou o verão todo e agora destrói, com suas próprias mãos, a beleza do trigal maduro.

E voltou para a cidade, fugindo do campo.

O outro tinha mais paciência. Ficou e seguiu o fazendeiro. Assistiu a colheita, viu-o levar o trigo para o celeiro.

Observou como ele retirou o joio do trigo e o cuidado com o armazenamento.

Sua admiração foi ainda maior ao se dar conta de como um saco de trigo semeado se transformara na colheita de todo um trigal. Só então compreendeu a razão por detrás de cada ato do semeador.

Muitos de nós somos como o irmão impaciente da lenda. Não aguardamos o tempo nem os resultados e julgamos Deus pelas aparências. Pelo imediatismo.

Do plano terreno, que se assemelha a um vale muito grande, não conseguimos ter a visão ampliada da totalidade, nem constatar a sabedoria do plano divino.

Deus tudo realiza com justiça,
misericórdia e amor.

Cabe a nos cultivar a paciência e buscar a montanha da meditação, da instropecção, para lhe descobrir a grandeza.

Deus faz tudo no seu devido tempo... Aguarde e veras a maravilha feita por ele!!!

tudo tem o tempo certo....Pois Deus escreve certo em linhas tortas!!!


aguarde o "trigo" brotar.. sua benção vai chegar .. amèm!?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A solução está ao nosso redor.

A solução está ao nosso redor



Um homem muito rico comprou um terno caríssimo. No primeiro dia em que o vestiu notou uma linha que pendia na lateral da calça. Sua empregada, sempre solícita, disse que rapidamente daria um jeito.

Ele retrucou:

– Você sabe quanto custa uma calça dessas?

A empregada afastou-se, desgostosa, e ele decidiu que iria até a empresa responsável pela confecção do terno.

Chegando à empresa, falou com a recepcionista que logo o encaminhou ao gerente. Após cerca de 10 minutos, o gerente, muito simpático e educado, disse-lhe:

– Meu amigo, não há ninguém melhor que a Dona Maria, da oficina de costura, para ajudá-lo. Vá até lá que ela tem a solução!

O homem seguiu até a oficina. Já na porta, a costureira que estava no corredor, vendo aquela linha pendurada, correu, enlaçou-a e puxou suavemente, eliminando o "grave defeito" da calça do terno. Ele, assustado, começou a vistoriar a calça de um lado para o outro e viu que estava em perfeita condições.

A costureira explicou:

– Sabe, moço, isso se chama limpeza de costura. Às vezes, ficam linhas dependuradas que o controle de qualidade não vê. Seu problema era simples e poderia ter sido solucionado pela sua empregada.

O homem, envergonhado, entendeu que, por vezes, pagamos caro por um trabalho profissional por não confiarmos na capacidade daqueles que estão dia a dia ao nosso redor.


Nao ha vitorias sem lutas, muito menos conquistas sem batalhas. A vida e feita de oportunidades, e o mais importante talvez nao seja saber somente aproveita-las mas tambem cria-las....

UM GAROTO E SEU AMIGO CÃO

Owen Howkigs é um menino britânico de sete anos de idade que é um dos raríssimo casos de vítimas da síndrome de Schwartz-Jampel, doença que afeta os músculos e os torna tão tensos que impedem os ossos de crescer e o doente de se movimentar. Por ter esta condição tão difícil, o pequeno garoto transformou-se numa criança tímida e insegura. Neste contexto é que entra Haatchi, um cachorro da raça pastor-da-anatólia que já havia passado por uma grande superação. O cão foi abandonado com graves ferimentos junto à uma linha férrea e acolhido pela família de Owen. Na nova família, Haatchi, o cãozinho, teve que se adaptar a sua nova condição: ele perdeu uma das patas por conta dos ferimentos. A vinda do cachorro para a família mudou a perspectiva de vida do pequeno Owen e a partir disto, ele tornou-se mais aberto à convivência com as pessoas e queria ser mais forte, tentando se locomover sem a ajuda de cadeira de rodas. Haatchi e Owen tornaram-se grandes amigos e se apoiaram nas dificuldade de suas próprias condições físicas. O coração dos dois se uniu para viverem mais felizes.