domingo, 25 de junho de 2017

A Faixa Preta

Depois de incansáveis anos de treinamento, um disciplinado aluno de artes marciais viu-se diante do mestre para receber a faixa preta.

"Antes que lhe dê a faixa você terá de passar por um outro teste", avisou o mestre.

"Estou pronto." Respondeu o aluno.

"Você precisa responder a uma pergunta essencial. Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O jovem respirou fundo e disse: "Ela representa o fim de minha jornada. Será uma recompensa merecida por meu bom trabalho."

O mestre esperou um pouco.

O jovem percebeu que o professor não estava satisfeito.

O silêncio que constrangia o jovem foi quebrado por novas palavras do mestre: "Você não está pronto para receber a faixa preta. Volte daqui um ano."

Desapontado o aluno partiu.

Um ano depois, ajoelhou-se novamente na frente do mestre.

"Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?" - repetiu a pergunta o professor.

"É o símbolo da excelência e o nível mais alto que se pode atingir em nossa arte", respondeu o jovem.

O mestre permaneceu em silêncio.

O aluno percebeu que outra vez sua resposta não fora satisfatória.

Por fim, disse o professor:

"Você ainda não está pronto para a faixa preta. Volte daqui a um ano." Resignado o aluno partiu.

Um ano depois voltou a ajoelhar-se diante do mestre.

Mais uma vez foi-lhe feita a pergunta: "Qual é o verdadeiro significado da faixa preta?"

O aluno respirou fundo e respondeu: "A faixa preta representa o começo. É o início de uma jornada sem fim de disciplina, trabalho e busca por um padrão cada vez mais alto."

O mestre sorriu e disse: "Agora você está pronto para receber a faixa preta e iniciar o seu trabalho."

Estamos a caminho.

Muito já percorremos.

Muito já foi vencido.

Quando olhamos para trás vemos os vales extensos.

Os rios de correnteza inclemente.

Os desfiladeiros traiçoeiros.

Pântanos sombrios.

São paisagens passadas.

Situações superadas.

Também havia na jornada campos floridos.

Praias de areia alva.

Árvores frondosas a oferecer-nos sombra e abrigo.

São paisagens passadas.

Momentos que nos enchem de saudade.

Estamos a caminho.

Quando olhamos para frente vemos cenários novos.

Grandes surpresas nos aguardam nas curvas das estradas.

Grandes dores também esperam por nós.

São tantas as trilhas que se apresentam.

Cada qual com uma característica especial.

Algumas prometem facilidades e alegrias fugazes.

Escondem armadilhas em recantos com aparência inofensiva.

Outras mostram-se árduas desde o início, mas compensam os viajantes persistentes com vastos oásis de consolo e amparo.

Cada estrada apresenta riscos e prêmios.

Todas, porém, levam a um destino único.

O tempo de viagem depende da disposição de cada peregrino.

Há muito a percorrer.

Estamos, ainda, a caminho.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O GRÃO DE MOSTARDA.

  Um professor do primeiro ano abordou um tema muito interessante, sobre o grão de mostarda
André tinha 8 anos ficou abismado com o assunto do professor e pensava:
" Será possível, dizia André Luiz: Está árvore tão grande, ter saído de um semente tão pequena?"

Como poderá, num interior tão minúsculo, estar o gérmen, o embrião de tão frondosa árvore?
André não se conteve. Pegou uma minúscula semente, e levou-a ao laboratório e com o auxilio de
um microscópio, pode analisar bem a pequena semente, aumentada de 100 vezes.
E pensou: "É verdade, que poder Deus colocou naquele pequenino vegetal, para que pudesse
reproduzir tal árvore?"
Logo após André voltou para sala de aula.
O professor continuou falando e mostrando outros grãos.:
- Apresentamos a semente do feijão, e a pequena plantinha principiando a germinar.
Vejam como é perfeita a natureza.
Nas entranhas da semente está o gemem da vida.
Crescida a árvore, com suas raízes que se fixam ao solo, vem o seu caule lenhoso, (tronco)
seus galhos com folhas,flores e frutos.
Então vêm os pássaros aninhar-se em seus galhos.
As aves acasalam-se, constróem seus ninhos, botam seus ovos, e criam seus filhotes.
As sementes multiplicam-se as dezenas dentro dos frutos, caem ao solo, são levadas pelo vento,
pelos pássaros, abelhas e outros animais.
Assim são as coisas da vida.
As pequeninas coisas, podem ser as maiores.
Se com os seres orgânicos vegetal e animal assim são, conosco as criaturas humanas, Deus espera mais ainda.
Todos poderemos oferecer uma pequena semente de bondade. Como?
Então foi ai que André aprendeu a verdadeira origem da vida



Sou pequenino ainda, mas já posso fazer alguma coisa que aprendi nesta lição.
Vou hoje mesmo ser bom companheiro de meus colegas. Não vou brigar mais. Quando for necessário saberei perdoar e
serei bondoso para com todos.
Com isso estarei dando um bom exemplo.
Amados, a semente do bem que está dentro de mim, vai desabrochar e dará frutos, e servirá de espelho
para todos que desejam ser felizes.
E o fermento que é a força de Deus. Do exemplo, poderá crescer e fazer com que muitos façam o mesmo e

também serão felizes.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Olha que linda a reflexão.

Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu. O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu. O casado morava na casa ao lado. Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo. Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros. Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios. No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa. Pensava: “Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.” À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão.

 O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar: “Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.” Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão. E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro. Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um.

 Uma  bela noite, o relógio biológico se confundiu. Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho. Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram. A partir daquele dia, fizeram um único celeiro.

É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar. Para quem pensa só em si resta somente a estagnação. É preciso frutificar os dons.

Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história.




Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Um golpe de sorte!

Parei para tomar meu rotineiro café da manhã no lugar de sempre e fiquei satisfeito em não encontrar nenhum outro carro no estacionamento. Minha rotina normal é esperar numa longa fila até receber minha dose matutina de cafeína. Ao abrir a porta notei apenas um companheiro no balcão.

O cavalheiro lutava para explicar seu pedido à jovem aparentemente impaciente,
- c-a-f-é p-e-q-u-e-n-o e u-m p-ã-o c-o-m c-r-e-m-e.

Ele falou muito lentamente e eu notei que ele segurava seu braço esquerdo contra seu peito. Me era óbvio que ele tinha sofrido um derrame - como eu tive quatro anos antes. Ao contrário deste companheiro, minhas deficiências são poucas e imperceptíveis. O fato de que eu às vezes não consigo me lembrar do que jantei na noite anterior nunca me perturbou. Sou suficientemente afortunado para lembrar-me de que comi, que havia comida na mesa e que eu não fui para a cama faminto como tantos outros neste nosso mundo. Não, o fato de não me lembrar do cardápio é uma questão muito pequena numa vida muito abençoada.

Eu cheguei ao balcão a tempo de ouvir a jovem perguntar novamente,
- O que é que o senhor deseja?

Dei uma olhada no homem, na jovem, e então eu interrompi,
- Acho que o cavalheiro quer um café pequeno e um pão com creme.
A jovem virou-se para mim, deu uma olhada no cavalheiro e foi preparar o pedido. O homem virou-se lentamente em minha direção e sorriu.

Quando o pedido foi colocado à frente do homem, a jovem pegou seu dinheiro e colocou o troco no balcão. Ele cuidadosamente tentou pegar as moedas com suas mãos trêmulas.

- Posso atender a próxima pessoa na fila?
Eu não conseguia acreditar que ela não dava a mínima para a luta daquele homem e só estava preocupada em receber meu pedido.

- A próxima pessoa, a única outra pessoa nesta fila sou eu. Estarei com você num minuto, logo que eu terminar de ajudar a este cavalheiro.
Peguei seu troco e coloquei na sua mão. Então, quando ele tentou levantar seu pão, eu peguei seu café e o ajudei a chegar até uma pequena mesa no canto.

Ele sentou-se lentamente, posicionando seu braço esquerdo na mesa e disse,
- O-b-r-i-g-a-d-o. D-e-u-s m-e m-a-n-d-o-u u-m a-n-j-o h-o-j-e.

Ele sorriu quando respondi,
- Não, Deus mandou o anjo para mim. Veja, sofri um derrame também. Sobrevivi a um aneurisma no cérebro há quatro anos. Foi um golpe de sorte Deus colocar você em meu caminho nesta manhã para me lembrar de como sou abençoado. Abençoado por estar aqui para ajudá-lo. Abençoado porque posso usar meus dois braços. Abençoado porque me foi dado o presente da compaixão que abriu os meus olhos num mundo que é cego ao sofrimento alheio.

Voltei ao balcão e fiz meu pedido. A jovem ignorava a conversa que acabara de acontecer entre meu novo amigo e eu. Eu quis contar para ela. Pensei que talvez abriria os seus olhos.
- Ele teve um derrame e esta é a razão pela qual ele move e fala tão lentamente.

Ela inclinou-se e disse,
- $1.29. Mais alguma coisa?

Entreguei-lhe o dinheiro, tomei meu café e acenei me despedindo de meu novo amigo que sorria e aproveitava seu pão.

Por quê não podemos ver o sofrimento ao nosso redor? Tornamo-nos tão envolvidos em nossa rotina diária, nossas tarefas e nossos trabalhos que não reconhecemos a necessidade de parar ou ir mais devagar e ajudar àqueles menos afortunados? Um simples sorriso. Uma palavra bondosa. Uma mão ajudando estes que têm apenas uma mão.


Que não fiquemos tão envolvidos e possamos ver claramente através do véu de sofrimento que existe ao nosso redor. Agradeçamos pelas pequenas coisas como ser capaz de ajudar alguém que precisa.

terça-feira, 20 de junho de 2017

PODIA SER PIOR

O dia apenas amanhecera e Jorge já se achava a meio caminho da empresa em que trabalhava. 
Os passos lentos e o olhar voltado para o chão, demonstravam a tristeza e o desalento de que estava possuído. 
Adentrou o local de trabalho alguns minutos antes do horário, e cumprimentou o colega, um tanto desanimado. 
Ao perceber a tristeza de Jorge o companheiro lhe perguntou interessado: 
- O que aconteceu com você? Seu olhar denuncia sentimentos amargos... 
- É verdade. Trago nos ombros o peso da desesperança... 
- À minha volta só acontecem desgraças e mais desgraças... Sinto-me impotente, e penso que sou o homem mais infeliz da face da terra. 
- Mas, afinal de contas, o que aconteceu? - Indagou o colega. 
- Ora, meu irmão mais novo contraiu grande dívida e fugiu sem deixar o endereço. 
Meu cunhado envolveu-se com assaltantes e está atrás das grades. 
O companheiro que ouvia atento, observou: mas podia ser pior...
Jorge continuou: 
- Minha esposa, levianamente envolveu-se com um rapaz bem mais novo que ela, e abandonou o lar... 
- Mas podia ser pior... - Retrucou o colega.
- Meu melhor amigo me traiu, espalhando calúnias a meu respeito... 
- No entanto, podia ser pior... - Falou novamente o companheiro. 
Jorge não suportou mais ouvir aquela afirmativa e perguntou um tanto irritado:
- Ora, eu já lhe contei tantas desgraças e você só sabe dizer que podia ser pior? O que poderia acontecer que fosse pior?

O amigo respondeu serenamente: 
- você falou que o seu irmão tomou um empréstimo e não honrou o compromisso... 
Que seu cunhado envolveu-se em assaltos... 
Que sua esposa o traiu... 
Que seu melhor amigo o caluniou... 
E eu posso afirmar com segurança que podia ser pior, se fosse você o autor de tantos desatinos... 
Jorge um tanto chocado, olhou longamente para o colega e respondeu meio reticente: 
- É... Podia mesmo ser pior...
Às vezes nos deparamos com situações que nos deixam tristes, porque sentimos o coração dilacerado pela traição, pela calúnia, ou pelos equívocos dos entes queridos. 
Todavia, se já conseguimos permanecer fiéis à nossa própria consciência, poderemos oferecer apoio aos que ainda se debatem nas águas turbulentas dos vícios morais.

Pense nisso! 
Ainda que a navalha da ingratidão nos dilacere o coração... 
Ainda que tenhamos que sorver a taça da calúnia, lembremos o exemplo maior de Jesus, diante da traição do amigo que com ele convivera por longos anos...

E, por fim, lembremos a derradeira frase que proferiu do alto da cruz infamante: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O Rei e a Camisa

Certa vez um rei adoeceu gravemente. À medida que o tempo passava seu estado de saúde piorava.Os médicos e os sábios tentaram de tudo, mas nada parecia funcionar. Estavam a ponto de perder as esperanças quando a velha criada gritou:

– Eu lhes mostrarei como salvar o rei. Se vocês puderem encontrar um homem feliz, tirar-lhe a camisa e vesti-la no rei, ele se recuperará.

Então o rei enviou seus mensageiros. Eles cavalgaram por todos os cantos do reino e não encontraram um homem feliz. Ninguém estava satisfeito; todos tinham uma queixa.

– Aquele alfaiate estúpido! – ouviram um homem rico dizer. – Fez as calças muito curtas! E a propósito, a comida está péssima! Este cozinheiro não consegue fazer nada direito?

– O que há de errado com os nossos filhos? – resmungou o moleiro para a esposa. – Eles nunca fazem o que mandamos! Não ensinam boas maneiras na escola? E fazem tanto barulho! Mande-os brincar lá fora.

– Meu teto esta vazando – reclamou o artesão. – Isto não pode acontecer! O governo não pode fazer alguma coisa?

Os mensageiros do rei não ouviram nada além de queixas e lamentações, aonde quer que fossem. Se um homem era rico, não tinha o bastante; se não era rico, era culpa de alguém. Se era saudável, havia uma sogra indesejável em sua vida. Se tinha uma boa sogra, a gripe o estava acometendo. Todos tinham algo do que reclamar.

Finalmente uma noite o próprio filho do rei, ao passar por uma cabana ouviu alguém dizer:

– Obrigado Senhor! Concluí meu trabalho diário e ajudei o meu semelhante. Comi meu alimento, e agora posso deitar-me e dormir em paz. O que mais poderia eu desejar?

O príncipe exultou por ter, afinal, encontrado um homem feliz. Mandou que levassem a camisa do homem ao rei e pagassem o quanto pedisse.

Mas quando os mensageiros do rei foram à cabana despir a camisa do homem feliz, descobriram que ele era pobre demais e sequer possuía uma camisa.



“A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade”.

domingo, 18 de junho de 2017



beija flor



Carlos era um garoto estudioso. Seu problema era a falta de paciência.

Se ele estivesse fazendo a lição de casa e algo saísse errado, logo se irritava. Jogava longe o caderno, a régua, o lápis e desistia do trabalho.

A atitude preocupava seus pais. Os conselhos eram reprisados todos os dias. Sem nenhum efeito.

Uma manhã, ao abrir a janela do seu quarto, Carlos viu um beija-flor sobrevoando o jardim.

Debruçou-se na janela e ficou observando. O lindo pássaro, de penas verdes e azuis, batia rapidamente as asas, parava diante de uma flor.

Depois descia até o chão, pegava um raminho e subia até o galho de um pinheiro.

Tornava a descer e subir, sempre carregando um raminho no bico.

A cena deixou Carlos extasiado. Chamou o pai, a mãe, o irmão. Todos ficaram longo tempo olhando o trabalho contínuo do beija-flor que logo teve ajuda da sua companheira.

O encantamento era geral.

Naquela noite, houve uma violenta tempestade. Ventos fortes. Chuva.

Pela manhã, o ninho estava no chão. Carlos ficou olhando triste. Tanto trabalho por nada.

Logo o sol saiu. Os ramos começaram a secar. A natureza tornou a sorrir maravilhas.

O casal de beija-flores se apresentou no jardim e recomeçou a tarefa. Raminho após raminho foi sendo levado. A construção do novo ninho demorou alguns dias. Tinha a forma de uma concha bem funda.

A fêmea se acomodou e botou dois ovinhos.

Carlos passou a visitar o ninho. Se a fêmea se afastava, ele ia dar uma espiadela.

Numa bela tarde, que surpresa! Os filhotinhos haviam nascido. Já estavam com os biquinhos abertos, esperando que a mamãe beija-flor colocasse o alimento.

Nessa hora, o pai de Carlos aproveitou para falar:

Você já imaginou, meu filho, se no dia daquela tempestade, quando o ninho caiu, os beija-flores tivessem desistido?

O exemplo deles é de persistência e paciência. Procure reforçar essas qualidades dentro de você.

Se você desistir, na primeira dificuldade, perderá a chance de realizar coisas maravilhosas. Pense nisso.