quarta-feira, 23 de maio de 2018

O Cego e o Publicitário

Havia um cego sentado numa calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira escrito com giz branco: Por favor ajude-me, sou cego.
Um publicitário da área da criação que passava em frente a ele parou e viu poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou no cartaz virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Ao cair da tarde, o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Seu boné agora estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas do publicitário e perguntou-lhe se tinha sido ele quem reescrevera o cartaz, sobretudo querendo saber o que ele havia escrito.
O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras."
E sorrindo continuou o seu caminho.
O cego nunca soube o que estava escrito, mas o seu novo cartaz dizia: "Hoje é Primavera em paris e eu... não posso vê-la."
Quantas vezes já nos deparamos com situações em que se poderia ter alterado algo e com a "preguiça" com o "deixa andar", com o cansaço não alteramos e guardamos para o outro dia, guardamos para outro momento.
Quantas vezes nos deparamos com situações em que a estratégia que é usada não é a mais correta para aquilo a que se propõe e não ousamos propor uma nova estratégia.
Assim e derivado às atitudes anteriores quantas oportunidades não perdemos, quantas mudanças deixamos fugir?
Se queremos mudar, fazer, alterar algo devemos fazer sem hesitar, às vezes o pensar muito deixa fugir oportunidades. Devemos ter primeiro o impulso, depois a coragem e só depois o pensamento.
Aqui corremos o risco do imprevisto redobrado, do improvisar, mas não podemos esquecer que a vida é feita de imprevistos e nada sai como queremos e planejamos, só ás vezes ela , a vida, nos presenteia com algo que estava no previsto.
"Sempre é bom mudarmos de estratégia quando nada acontece".
É preciso mudar, arriscar, alterar, experimentar novas coisas, aprender algo novo, acima de tudo nunca parar, nem estagnar, pois isto sim é acontecer, é viver.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Capone

Há muitos anos, Al Capone controlava virtualmente Chicago. Capone não era famoso por nenhum ato heróico. Ele era notório por empastar a cidade com tudo relativo a contrabando, bebida, prostituição e assassinatos.
Capone tinha um advogado apelidado ‘Easy Eddie’. Era o seu advogado por um excelente motivo. Eddie era muito bom! Sua habilidade, manobrando no cipoal legal, manteve Al Capone fora da prisão por muito tempo.
Para mostrar seu apreço, Capone lhe pagava muito bem. Não só o dinheiro era grande, como Eddie também tinha vantagens especiais. Por exemplo, ele e a família moravam em uma mansão protegida, com todas as conveniências possíveis. A propriedade era tão grande que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago. Eddie vivia a vida da alta roda de Chicago, mostrando pouca preocupação com as atrocidades que ocorriam à sua volta.
No entanto, Easy Eddie tinha um ponto fraco. Ele tinha um filho que amava afetuosamente. Eddie cuidava que seu jovem filho tivesse o melhor de tudo: roupas, carros e uma excelente educação. Nada era poupado. Preço não era objeção. E, apesar do seu envolvimento com o crime organizado, Eddie tentou lhe ensinar o que era certo e o que era errado. Eddie queria que seu filho se tornasse um homem melhor que ele.
Mesmo assim, com toda a sua riqueza e influência, havia duas coisas que ele não podia dar ao filho: ele não podia transmitir-lhe um nome bom ou um bom exemplo. Um dia, o Easy Eddie chegou a uma decisão difícil. Easy Eddie tentou corrigir as injustiças de que tinha participado.
Ele decidiu que iria às autoridades e contaria a verdade sobre Al ‘Scarface‘ Capone, limpando o seu nome manchado e oferecendo ao filho alguma semelhança de integridade. Para fazer isto, ele teria que testemunhar contra a quadrilha, e sabia que o preço seria muito alto. Ainda assim, ele testemunhou. Em um ano, a vida de Easy Eddie terminou em um tiroteio em uma rua de Chicago.
Mas aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior presente que poderia oferecer, ao maior preço que poderia pagar. A polícia recolheu em seus bolsos um rosário, um crucifixo, uma medalha religiosa e um poema, recortado de uma revista. O poema:

"O relógio de vida recebe corda apenas uma vez e nenhum homem tem o poder de decidir quando os ponteiros pararão, se mais cedo ou mais tarde.
Agora é o único tempo que você possui. Viva, ame e trabalhe com vontade. Não ponha nenhuma esperança no tempo, pois o relógio pode parar a qualquer momento."

domingo, 20 de maio de 2018

Como adquirir a verdadeira sabedoria

Era uma vez um jovem que visitou um grande sábio para lhe perguntar como se deveria viver para adquirir a sabedoria.

O ancião, ao invés de responder, propôs um desafio:
- Encha uma colher de azeite e percorra todos os cantos deste lugar, mas não deixe derramar uma gota sequer.

Após ter concordado, o jovem saiu com a colher na mão, andando a passos pequenos, olhando fixamente para ela e segurando-a com muita firmeza. Ao voltar, orgulhoso por ter conseguido cumprir a tarefa, mostrou a colher ao ancião, que perguntou:
- Você viu as belíssimas árvores que havia no caminho? Sentiu o aroma das maravilhosas flores do jardim? Escutou o canto dos pássaros?

Sem entender muito o porquê disso tudo, o jovem respondeu que não e o ancião disse:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo apenas para cumprir suas obrigações sem usufruir das maravilhas do mundo. Assim nunca será sábio.

Em seguida, pediu para o jovem repetir a tarefa, mas desta vez observando tudo pelo caminho. E lá foi o rapaz com a colher na mão, olhando e se encantando com tudo. Esqueceu da colher e passou a observar as árvores, cheirar as flores e ouvir os pássaros. Ao voltar, o ancião perguntou se ele viu tudo e o jovem extasiado disse que sim. O velho sábio pediu para ver a colher e o jovem percebeu que tinha derramado todo o conteúdo pelo caminho.

Disse-lhe o ancião:
- Assim você nunca encontrará sabedoria na vida; vivendo para as alegrias do mundo sem cumprir suas obrigações. Assim nunca será sábio.

Para alcançar a sabedoria terá que cumprir suas obrigações sem perder a alegria de viver.

Somente assim conhecerá a verdadeira sabedoria.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Um sábio conselho

Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre são conselhos dignos de serem seguidos.

No entanto, com aquele jovem médico foi diferente.

Quase ao término da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a mão sobre seu ombro, e lhe disse: "Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que você for receitar um remédio para um paciente, pergunte-se primeiro: ‘Eu tomaria esse remédio? Eu o daria para minha esposa, minha mãe, meu pai? Receitaria para um filho ou um irmão?’ Se a resposta for sim, então pode prescrever a medicação e guardar a consciência tranqüila."

Aquele jovem recém-formado é hoje um grande médico e exerce a medicina há muitos anos, mas jamais esqueceu aquele sábio conselho.

Mais de vinte anos se passaram e as palavras do seu professor ficaram gravadas na sua mente, orientando suas ações no exercício da medicina.

Seus pacientes têm plena confiança em seus diagnósticos e em suas orientações médicas.

Mas quando alguém lhe fala de como o admira por sua dignidade e competência, ele atribui isso ao seu sábio mestre, dizendo: "Isso é mérito de um professor que tive na universidade. Foi ele que me deu uma receita infalível para me guiar nas decisões".

Bom seria que cada formando, ao deixar a universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.

Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edifício ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior.

Se o fabricante deste ou daquele produto usasse o mesmo critério, e jamais colocasse em circulação mercadorias que não deseja para si nem para os seus, jamais teríamos reclamações de consumidores.

Se os políticos, advogados, magistrados, refletissem sobre suas ações, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, teríamos uma sociedade bem melhor e mais justa.

Se os professores, enfermeiros, farmacêuticos, fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.

Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua mãe, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.

Enfim, se todos os indivíduos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, não haveria violência, injustiça, desamor...

Isso tudo faz sentido para você?

E sabe o que isso significaria?

Sim, seria o cumprimento da regra áurea prescrita por Jesus, o mais sábio dos Mestres.

Simples, não?

A solução de todos os problemas da humanidade num preceito tão simples e fácil de entender...

No entanto, poucos estão dispostos a lançar mão desse recurso.

E sabe por quê?

Porque precisaria derrotar os vilões mais poderosos que ainda habitam o coração do homem: o orgulho e o egoísmo.

Mas você, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na exploração dos semelhantes.

Mas, será que vale a pena?

Sem dúvida, pois você só responderá pelos próprios atos, perante sua própria consciência.

Uma vez mais vamos encontrar na sabedoria de Jesus a afirmativa: "a cada um segundo suas obras."

Por isso é que vale a pena agir com dignidade e honradez, pois somente uma consciência reta lhe dará paz de espírito, neste mundo e no outro.

Pense nisso, e faça a sua parte no exercício da sua profissão, seja ela qual for.

segunda-feira, 14 de maio de 2018


O Dia Perfeito

Era um dia perfeito, o tipo do dia ideal para pescar.
Meu filho Jonathan de 13 anos e eu tínhamos planejado a viagem por semanas e lá estávamos sentados na margem do belo lago.

Olhando através do espelho na água podíamos ver as montanhas
próximas e suas florestas de pinhos verdes. Podíamos ouvir as aves e observar grandes grupos de gansos.

Pescávamos e conversávamos, quando percebi minha isca afundar.
Esperei, pensando que pularia de volta para cima, mas a isca permaneceu embaixo da água e meu coração começou a bater mais forte. Depois de alguns segundos, minha vara quase foi arrancada de mim. Quando dei uma estocada, eu soube que tinha apanhado um "monstro"! Usei toda a minha técnica para trazer aquela que talvez fosse a maior truta que eu já tinha fisgado. Minhas esperanças se confirmaram quando o magnífico peixe
deu um salto para fora da água.

Vivendo o sonho de todo pescador, pedi à Jonathan para pegar a rede e descer até um banco de rochas na água. Enquanto Jonathan avançava lentamente, eu fazia tudo que podia para não perder o peixe. Lentamente, conduzi a truta em direção aonde Jonathan esperava. O peixe era enorme! Devia pesar uns três quilos!

Lentamente, meu filho se equilibrou em duas pedras e inclinou-se para capturar o gigante com sua rede. Por um segundo, ele perdeu o equilíbrio e na tentativa de se firmar, acabou agarrando a linha de pesca e imediatamente retirou a flexibilidade e elasticidade fornecida pela ponta   da vara. E exatamente neste segundo, nossa truta enorme estalou seu corpo, rompeu a linha de pesca com o movimento e lentamente começou a nadar para longe. Quando Jonathan viu que o peixe escapava, ele tentou  vse inclinar com a rede tão rapidamente quanto podia, mas era tarde demais. Com tristeza nós observamos nosso troféu nadar para longe na água  fria e profunda.

Já fisguei e perdi muitos peixes em minha vida, mas nunca tinha sido um  como aquele. Minha mente estava cheia de pensamentos como "Jonathan você não sabe fazer melhor do que isso? Como pode ter feito isto comigo? Nunca mais teremos um peixe como este!"

Meus olhos estavam fixos em Jonathan enquanto ele subia de volta, ombros caídos, cabeça baixa. Enquanto eu o observava se aproximar, minha mente repentinamente ficou ocupada com um e apenas um pensamento, 
"É melhor você ter cuidado pai. Você pode magoar seu filho!"

Foi com este pensamento na cabeça que eu percebi os olhos cheios de lágrimas, quando Jonathan parou na minha frente e disse,
- Pai, eu sinto muito. Eu não tive capacidade para fazer direito.
Repentinamente me ficou claro o que eu deveria fazer. Levantei, coloquei minhas mãos em seus ombros e o abracei. As palavras saíram de minha  boca quase sem pensar, - Jonathan, como você se sentiu enquanto eu lutava com aquele peixe? Estava animado?
- Pai, eu nunca fiquei tão excitado em minha vida!

Eu respondi, - Jonathan, isto não foi a coisa mais divertida que já fizemos juntos? Ele balançou a cabeça em acordo. Então eu disse,
- Então por que devemos deixar que a fuga de um peixe destrua o que
talvez seja a melhor experiência que já tivemos? Então temos é que estar felizes pelo divertimento que tivemos, certo Jonathan!

Meu filho me olhou, me abraçou e disse, - Pai, eu te amo tanto!
Suavemente eu disse em sua orelha, - Eu também te amo, Jonathan. Também te Amo.

Nós não pegamos aquele grande peixe. Mas compreendi desde então que eu não deixei escapar a coisa mais importante naquele dia. Eu eternamente serei grato por ter dado ouvidos à voz que me orientou a aproveitar o melhor da viagem ao invés de chorar por coisas pequenas. Naquele dia de outubro, uma truta partiu numa viagem que para sempre fortaleceu o relacionamento entre um pai e seu filho.
Foi um dia perfeito.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

CHORO DE MULHER

 Um garotinho perguntou à sua mãe:
 - Mamãe, por que você está chorando?

E ela respondeu:
- Porque sou mulher...
- Mas... eu não entendo.

 A mãe se inclinou para ele, abraçou-o e disse:
- Meu amor, você jamais irá entender! ...

Mais  tarde o menininho perguntou ao pai:
- Papai, por que mamãe às vezes chora, sem motivo?

O homem respondeu:
- Todas as mulheres sempre choram sem nenhum motivo....
Era tudo o que o pai era capaz de responder

O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de  vez em quando, fazia a si mesmo a pergunta:
Por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?

Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:
- Senhor, diga-me... Por que as mulheres choram com tanta facilidade?

E Deus lhe disse:
- Quando eu criei a mulher, tinha de fazer algo muito especial. Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro...  Porém suficientemente suaves para confortá-lo!

- Dei a ela uma imensa força interior, para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provém de seus próprios filhos!

- Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar da sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos!

- Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito ... Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sofrimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência!

- Porém, para que possa suportar tudo isso, Meu filho... Eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente suas, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!

O homem respondeu com um profundo suspiro...
- Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa...
- Obrigado, Meu Deus, por teres criado a mulher.

quinta-feira, 10 de maio de 2018


A mulher mãe
O mês de maio é dedicado às mães. Tudo começou nos Estados Unidos, com Anna Jarvis.

No segundo domingo de maio de 1907, ela resolveu transferir para todas as mães do mundo a homenagem que seus amigos prestavam para sua própria mãe, Anna Reeves Jarvis.

A idéia foi abraçada em nosso país em 1919, mas somente em 1932, por Decreto Presidencial, passou a se dedicar o segundo domingo de maio para se homenagear as mães.

O interessante, no episódio, é que alguns de nós nos recordamos que temos mãe somente no dia em que o calendário assinala.

E, contudo, mãe é uma personagem fundamental em nossas vidas.

O cineasta espanhol Pedro Almodóvar narra suas experiências com sua mãe.

Diz se lembrar dela em todos os momentos de sua vida. Recorda como ela era extremamente criativa. Uma pessoa de iniciativa.

Em uma época que viveram num pequeno povoado espanhol onde a vida era difícil, porém barata, sua mãe começou a trabalhar como leitora e escrevedora de cartas.

Com o que ganhava complementava o salário do marido. O menino Pedro, à época com 8 anos, começou a observar que o texto que a mãe lia não correspondia ao que estava no papel.

Parte ela inventava. As vizinhas nem tomavam conhecimento disso, porque o inventado era algo que preenchia aquelas vidas.

Ela acrescentava uma observação de carinho, de afeto que a carta não trazia.

Era como se ela preenchesse as lacunas das cartas para tornar aquelas vidas sofridas mais alegres.

Os improvisos passaram a falar mais alto para o menino Pedro. Continham uma grande lição.

Estabeleciam a diferença entre a ficção e a realidade e o quanto a realidade necessitava da ficção para ser completa, mais agradável, mais fácil de se viver.

Possivelmente por passar a olhar a vida por este ângulo, escolheu a carreira de cineasta.

Todos nós percebemos, às vezes somente depois que elas se vão, que as mães são extremamente importantes.

Não necessitam, verdadeiramente, fazer nada de especial para serem essenciais, importantes, inesquecíveis, didáticas. Elas simplesmente o são.

Quem não se recordará das primeiras lições aprendidas com aquela personagem única?

Quem não haverá de se lembrar com emoção das noites de mal estar em que ela ficou sustentando-nos o corpo contra o seu, num aconchego de carinho?

A primeira ida ao colégio, a mão protetora. O afago no dia da desilusão da perda de um jogo na escola.

O enxugar das nossas lágrimas no dia do insucesso na peça teatral, em que esquecemos o texto e vimos a turma toda a nos olhar, em expectativa.

* * *

Há sempre renúncia na mulher que opta por ser mãe. No anonimato da sua abnegação, ela permanece vigilante aos deveres assumidos com alegria junto ao filho.

Frutos do seu devotamento, conseguimos vencer a noite do tempo e brilhar no mundo.

Enquanto as mães se multiplicarem no mundo podemos guardar a certeza do descortinar de um futuro melhor para a Humanidade.