domingo, 5 de novembro de 2017

O PEQUENO FEITO
Uma missionária navegava de volta para casa quando ouviu um grito no meio da noite, um grito que é o pior de se ouvir no meio do oceano:
- Homem ao mar!

Levantou-se rapidamente de seu leito, acendeu a lâmpada à querosene de sua cabine, e então segurou a lâmpada na janela com esperanças de ver algum sinal de vida nas escuras águas lá fora.

Não conseguindo ver nada, ela pendurou a lâmpada de volta em seu suporte, apagou-a e retornou a seu leito com orações pelo homem perdido no mar.

Na manhã seguinte, para sua surpresa, ela descobriu que o homem tinha sido salvo. Não só isso, mas descobriu que o lampejo de sua lâmpada mostrou àqueles que estavam no convés, a posição do homem perdido, que agarrava-se desesperadamente a uma corda ainda presa ao convés. Ele foi puxado das águas frias no momento exato.

O feito tão pequeno como o fazer brilhar uma lâmpada na altura certa tinham poupado a vida de um homem.

Não é o tamanho do feito que você faz que conta. É o fato de que você faz algo para o bem e não para o mal, e com a confiança de que Deus toma cada feito que nós executamos e os usa para Seus propósitos, em nossa vida e na vida dos outros.
Deus lhe abençoe!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A essência da compaixão


Numa mesa de almoço, um avô percebe que a neta de onze anos está calada.

Subitamente, ela desaba a chorar e se dirige para outro aposento da casa.

O avô, intrigado, segue a neta querida, que já se sentava sobre o sofá da sala com a cabeça baixa.

O que foi, minha querida? O que aconteceu?

Vovô, quando vejo uma pessoa sofrendo eu sofro também. O meu coração fica junto ao coração dela...

O avô compreendeu que ela chorava porque se lembrava de alguém que estava sofrendo.

A menina, de pouco mais de uma década de vida, descobria ali a essência da compaixão.

Fernando Pessoa, através de Ricardo Reais, diz assim:

Aquele arbusto fenece, e vai com ele parte da minha vida. Em tudo quanto olhei fiquei em parte. Nem distingue a memória do que vi, do que fui.

Aqui se encontra uma das marcas da nossa humanidade. - Proclama Ruben Alves.

Vejo algo fora de mim. Mas os meus olhos trazem o que está fora para dentro de mim.

Aquele arbusto - ora, aquele arbusto... Vegetal, nada tem a ver com o poeta. Mas os meus olhos o veem e percebem que ele está fenecendo.

Sou movido por uma imensa e irracional compaixão. Recolho o arbusto que fenece dentro de mim. E eu feneço também.

* * *

A compaixão tem tal poder, e por isso é agente supremo do amor na Terra. É através dela, inicialmente, que a caridade poderá se manifestar.

Precisamos estar no lugar do outro, sentir o que ele sente, e esse sentimento provocar em nós a urgência da ação.

A compaixão é diferente da pena. A pena é estática, distante, não exige envolvimento com o outro.

A compaixão, por sua vez, é dinâmica, proativa, e implica no envolvimento profundo com a vida alheia.

Em tudo quanto olha, ela fica em parte, sim.

Em tudo quanto olha, ela se identifica, pois não consegue se ver sozinha neste mundo. Ela enxerga muito mais o nós do que o eu.

É ela que está salvando este mundo. É ela que está acelerando a mudança para o bem que vem se operando na Humanidade nos últimos tempos.

É a agente da regeneração. Irmã bendita da caridade.

Sem ela a insensibilidade toma conta, congela, paralisa.

Sem ela somos apenas instinto de sobrevivência, sem sentimento algum.

Sem ela, estagnamos a evolução individual, pois sem envolvimento com o ser coletivo, o crescimento pessoal é limitado.

Compaixão... Tenhamos hoje esta virtude como meta.

Como anda o desenvolvimento dela em seu coração?

O que você pode fazer para colocá-la em prática hoje?

As oportunidades virão. Precisamos estar prontos para ela.

Sejamos agentes de transformação do mundo, de braços dados com a compaixão, sempre.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A mulher da padaria

Uma mulher morava num bairro onde todos tinham o hábito de dar caixinha para os balconistas da padaria. Ela se mudou para outro bairro onde não existia esse hábito.

No primeiro dia que foi à padaria, ao dar a caixinha para o balconista, ele ficou encantado:
- O que é isso, minha senhora? Não precisa! Eu estou aqui para servi-la!

Logo que ela saiu, ele continuou:
- Que mulher maravilhosa, nunca vi uma pessoa tão gentil assim!

No dia seguinte, logo que ela chegou, ele se desmanchou todo:
- Pois não, madame! O que a senhora deseja?

Quando ela lhe deu a caixinha, desdobrou-se de novo em agradecimentos.

Isto continuou assim todos os dias. Um mês depois, acostumado com a caixinha, já a estava tratando como tratava todos os demais fregueses e, no final, já estendia a mão para pegar a caixinha e sequer agradecia.

Um dia ela foi à padaria com o dinheiro contado, mas tinha subido o preço do leite. Não sobrou dinheiro para a caixinha. Ela imediatamente se desculpou com ele e prometeu que, no dia seguinte, daria uma caixinha melhor.
Tão logo ela virou as costas, ele esbravejou:
- Quem essa mulher pensa que eu sou? Um escravo dela?

É preciso mais do que recompensas para que um bom serviço seja prestado.
Se não houver amor ao que se faz, respeito aos clientes e gratidão pelo reconhecimento do trabalho, corremos o risco de agir como meros executores de atividades que não se importam com os resultados produzidos nem com os usuários dos serviços.

Que o nosso comportamento não seja igual ao do balconista da padaria!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Que diferença faz uma estação


Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma pereira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão, e o quarto e mais jovem, no Outono. Quando todos eles partiram, e retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinham visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...
Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as estações estão completas.
Se você desistir quando for Inverno, você perderá a promessa da Primavera, a beleza de seu Verão, a expectativa do Outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão de uma hora para a outra!!!
Não se esqueça:
Ciência é o conhecimento organizado;
Sabedoria é conhecimento aplicado a uma vida organizada...



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Anjos na escola

Era seu último ano na escola. Sua sala era composta de pequenas crianças, cada uma delas vindo ou de uma família de pais solteiros, ou de uma família desvirtuada; eram desnutridos e/ou abandonados; vinham de lares violentos onde se machucavam, se magoavam e até mesmo estuprado por algum membro da família. Uma pequena garota tivera o pai morto por AIDS; e a lista continua...

Seu coração sangrava por aquelas crianças.

Antes do inicio das aulas naquele ano, ela e seu marido foram até a sala de aula e fizeram uma oração em cada uma das carteiras da sala. Eles oraram pedindo à Deus que colocasse um anjo atrás de cada criança ao longo do ano para vigiá-los e protege-los.

Um mês e pouco depois que as aulas começaram, ela deu às crianças uma tarefa:
- Escrevam sobre o que gostariam de ser quando crescerem.

Todos estavam ocupados com sua tarefa, quando "Andrew" levantou a mão.
- O que você quer, Andrew? Ela perguntou.
- Como é que escreve "poderoso". Foi sua pergunta-resposta.

Depois de explicar como escrever a palavra poderoso, ela perguntou a ele
- Por que você quer saber?

Andrew respondeu,
- É que quando eu crescer quero ser um "poderoso homem de Deus".

Quando ele disse isto, o pequeno Mark que sentava na carteira ao lado perguntou,
- E o que é um poderoso homem de Deus?

A professora, engolindo seco e sabendo que teria que ser cuidadosa sobre o que dizer na sala de aula, disse para Andrew ir em frente e contar a Mark o que era. Então Andrew disse,
- É um homem que veste a armadura de Deus e é um soldado de Deus.

Depois de observar um pouco da conversa entre Andrew e Mark, a professora, com um nó na garganta, começou a se afastar quando Andrew, com seu pequeno dedo indicador, pediu para ela chegar mais perto. Ele sussurrou para ela,
- A senhora acredita em anjos?
- Sim.

Então ele fez uma nova pergunta para ela,
- A senhora acha que as pessoas podem ver anjos?
- Eu acho que algumas pessoas podem ver anjos, sim.
E Andrew terminou a conversa com um sussurro final,
- Eu posso, e eu vejo que todo dia tem um anjo atrás de cada criança nesta sala...

Precisamos nos lembrar, principalmente quem tem filhos, de orar sempre por todos os professores. Mesmo que não haja nenhuma oração na escola eles são dedicados o suficiente para pedir a proteção de Deus para a vida de seus alunos.


A propósito, não dói nadinha se fizermos a mesma coisa no trabalho...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Chegar na clareira

- A direção correta, meu bom homem, teria me levado para fora
da floresta. Eu preciso mesmo é subir ao topo da montanha da vida.

- Não se existir um propósito em aprender com as árvores.
Não se pode aprender sobre árvores ficando no topo da montanha.
- Então, minha vida inteira será perdida na floresta? As árvores são
como obstáculos em meu caminho. Elas não servem a nenhum
propósito mas apenas bloquear minha vista.

- Você não consegue ver o óbvio. Disse-lhe o velho homem.
Então ele perguntou,
- Você tem fé em Deus?
- Sim, mas não consigo entender por que Ele me deixaria aqui.
Orei por um caminho de saída e ainda estou perdido.

- O que você vê como um obstáculo, pode ser a resposta a sua oração.
Em vez de amaldiçoar as coisas diante de você, entenda por
que elas estão aí. Quando você pede ajuda a Deus, você não
pode limitar a forma como Ele ajudará você. Veja a oração como
uma compra de mantimentos. Você faz uma lista e espera conseguir
tudo que tem nela. Deus pega essa sua lista e lhe dá o que
você mais precisa e algumas coisas que você não pediu.
Você pede por sucesso e Deus lhe envia o trabalho para merece-lo.
ocê pede felicidade e Deus lhe envia desafios que trarão a felicidade.
Fé é acreditar que quando você viaja pela floresta, logo você
chegará numa clareira.

O jovem ficou quieto e silencioso.

Depois de um ligeiro instante, o velho homem disse,
- Mas, meu amigo, seu tempo "perdido na floresta" não significa
que você sempre estará cercado por árvores. O sentimento de estar
perdido na floresta significa que você está construindo o seu próprio
caminho pela vida. Isso é uma reflexão de que Deus acredita em sua capacidade de atravessar uma viagem difícil. Se você a quisesse fácil
teria ficado na estrada asfaltada pelos outros antes de você.
O bom nisso tudo é que um dia você chegará numa clareira.

Então, colocando a mão no ombro do jovem, ele continuou,
- E nesse dia, você será grato pelas árvores.

Em algumas vezes, a vida pode ser ou parecer difícil.
Seu desejo por coisas melhores não as farão acontecer, mas querer
é a semente dos sonhos e acreditar é a nutrição que os torna possíveis.
Se sua viagem está difícil e você se sente "perdido na floresta",
pare por um momento e peça a Deus que lhe conte sobre
as arvores que o cercam. 
Estão colocadas aí não para bloquear sua vista, mas para lhe ajudar
a apreciar o dia em que você "chegar na clareira".
Pessoas colocadas
no seu caminho, não são obstáculos para você chegar lá...
mas para ajudar você mostrar seu talento.


Bom dia!!!

domingo, 29 de outubro de 2017



Reflitam!!

Rafi finalmente fora escolhido por seu mestre para aprender os grandes ensinamentos.
Não podia conter-se de tanta alegria.
Havia lutado tanto, para chegar a este momento... e agora, podia ver o mestre, esperando-o para irem às montanhas sagradas e lá encontrarem-se com outros mestres e conhecer a verdade que rege todas as coisas, sentir Deus...
Os dias se passaram e Rafi aprendeu muito sobre o céu e a terra, e estava em êxtase....
sentia ser o próprio amor, a própria luz. Estava embriagado de vida e alegria. Após o encontro terminar, Rafi voltou com seu mestre para o mosteiro e os dias se passaram sem que o mestre ouvisse a voz de Rafi que estava muito silencioso, não falava com ninguém. Suas gargalhadas desapareceram do mosteiro e sua presença era misteriosa, cheia de desconfiança.
Um dia o mestre o chamou para uma conversa: - Rafi vejo que silenciaste completamente e trazes um olhar desconfiado para com teus irmãos neste mosteiro.
O que está acontecendo contigo?
Rafi olhou surpreso para seu mestre e lhe respondeu:
- Mestre, estou cuidando daquilo que aprendi.
Sinto que devo proteger esta nova luz que habita em meu ser para não sofrer ameaças vindas de outras pessoas ou do meu próprio ego....
sinto medo de perder tudo que aprendi nas montanhas.
Por isso, silencio e neste silêncio, sem falar com ninguém, sinto estar mais seguro.
O mestre conhecendo tão bem seu discípulo, disse:
- Esta bem Rafi, que assim seja.
E quando Rafi estava saindo dos aposentos de seu mestre, pode ver em cima da escrivaninha um livro dourado, muito antigo. Parecia muito especial e perguntou:
- Mestre, quais os assuntos que este livro aborda?
Parece ser muito especial...
O Mestre que já previa o acontecimento disse:
- Rafi, este livro é um livro sagrado,
foi presenteado pelos mestres superiores, os mesmos das montanhas que há pouco visitamos.
Neste livro estão as grandes revelações e servem de belas ferramentas para que possamos lapidar cada vez mais nossa consciência e trazer mais luz ao que ainda se faz obscuro.
- Mestre, por que não me falou antes sobre este livro?
Quando poderei lê-lo? Cheio de sabedoria o Mestre respondeu:
- Poderás lê-lo meu caro Rafi, mas só quando aprenderes a compartilhar o teu amor com os teus irmãos.
De nada vale o conhecimento sem que este possa servir ao teu próximo.
Se aprendes e compartilhas, o que aprendes se fará cada vez mais forte e presente em teu ser.
Mas, se aprendes e guardas só para ti por medo e falta de confiança, estes corroerão tudo que aprendeste, restando para ti apenas a solidão e o gosto amargo do egoísmo.
E prosseguiu:
- Aprende Rafi, o que é, o que foi estabelecido por Deus, sempre será, não podendo sofrer ameaças de nenhuma espécie,
pois se ao contrário, Deus seria vulnerável às forças da escuridão. O que é de Deus não sofre danos,
eis que está totalmente protegido dentro das leis que Ele próprio criou.
ESTE É O VERDADEIRO CONHECIMENTO.
Não temas, dá aos teus o que gostarias de dar a ti próprio.
 Esta é a lei onde todos os ensinamentos estão abertos.
Se ocultares não expandirás. .
E concluiu:
- Crescer é compartilhar. Amar é dar amor. Ter paz é dar a paz. Para conhecer Deus é necessário ser como Deus, completamente entregue às Leis da Integração... agora vai e só voltes quando te sentires pronto para ler este livro!!

***
É amigos, de nada adianta aprender sem passar ao próximo, De nada adianta todo conhecimento se não souber o valor de poder ensinar teu próximo...