terça-feira, 1 de maio de 2018

Mais Desejável do Que o Ouro Fino


"Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino" (Salmos 19:10).

Há muitos anos atrás contava-se uma história de um homem que retirou uma bonita pedra do fundo de um rio na Carolina do Norte e usou-a como peso para manter a porta de sua cabana aberta. Anos mais tarde um geólogo que estava caminhando pela área, parou em frente à cabana e logo reconheceu aquela enorme pedra como uma massa bruta de ouro. De fato, provou-se ser uma das maiores pepitas de ouro já encontradas nas montanhas rochosas dos Estados Unidos. Assim como aquele homem não se deu conta do valor daquela pepita de ouro quando a teve em suas mãos, muitos de nós, cristãos, não percebemos o grande tesouro que temos junto a nós ao receber Cristo em nossos corações. Será que temos sido capazes de reconhecer o que, realmente, tem valor para uma vida plena de alegria? Temos mantido abertos os olhos espirituais buscando reconhecer os tesouros duradouros que garantirão o nosso regozijo e verdadeira riqueza para toda a eternidade ou ainda estamos olhando ao redor com uma visão material, ajuntando tralhas de bela aparência , mas de valor duvidoso no que se refere à eterna felicidade? Assim como aquela grande pepita de ouro passou desapercebida dos olhares do homem de nossa história, muitas vezes Deus nos tem presenteado com valiosas pepitas espirituais que garantirão, para sempre, a realização de nossos sonhos e a vida abundante que tanto almejamos para todos os nossos dias. Estamos tão compenetrados naquilo que julgamos ser o nosso melhor que acabamos deixando a bênção de lado, no fundo de uma gaveta, no canto de um quarto de objetos sem uso ou no armário empoeirado de nossa desesperança. E você, tem achado que Cristo é um peso como aquela pedra colocada junto à porta da cabana ou tem reconhecido que seu encontro com Ele vale muito mais que todo o ouro da terra?

domingo, 29 de abril de 2018

Lugar certo  
            
O dia havia apenas amanhecido e o agricultor solitário já estava capinando a lavoura. Aquele seria, como outros tantos, um dia de trabalhos árduos de sol a sol. Ele sulcava o solo e ao mesmo tempo pensava na vida. Como era difícil a sua luta diária para sustentar a família. Algumas vezes se surpreendeu questionando a justiça divina, que o escolhera para o trabalho duro enquanto privilegiava outros com tarefas leves e agradáveis.

O sol já ia alto quando ele, cansado, tirou o chapéu e limpou o suor que escorria pelo rosto. Apoiou o braço sobre o cabo da enxada e se deteve a olhar ao redor por alguns instantes.

Ao longe podia-se ver a rodovia que cruzava as plantações e ele avistou um ônibus que transitava pelas cercanias. Imediatamente pensou consigo mesmo:
- Vida boa deve ser a daquele motorista de ônibus. Trabalha sentado, e sem muito esforço conduz muita gente a vários destinos. Não toma chuva nem sol e ainda de quebra deve ouvir uma musiquinha para se distrair.

De fato o motorista trabalha sentado e não está sujeito às intempéries. Todavia, o motorista pensava ao ser ultrapassado por um automóvel de passeio, começou a pensar de si para consigo:
- Vida boa mesmo deve ser a desse executivo, dirigindo um carrão de luxo! Não tem patrão para lhe cobrar horários nem tem que passar dias na estrada como eu, longe de casa e da família.

No entanto, logo à frente o executivo pensava em como era difícil a sua correria diária. As preocupações com os negócios, as viagens longas, as reuniões intermináveis, o salário dos empregados no final do mês, os impostos, aplicações, investimentos e outras tantas coisas para resolver. Mergulhado em seus pensamentos, olhou para o céu e avistou um avião que cruzava os ares, e disse como quem tinha certeza:
- Vida boa é a de piloto de avião. Conhece o mundo inteiro de graça, não precisa enfrentar esse trânsito infernal e o salário é compensador.

Dentro da cabina da aeronave estava um homem a pensar nos seus próprios problemas:
- Como é dura a vida que eu levo. Semanas longe da esposa, dos filhos, dos amigos. Vivo mais tempo no ar do que no solo e, para agravar, estou sempre preocupado com as centenas de pessoas que viajam sob minha responsabilidade.

Nesse instante, um ponto escuro no solo lhe chamou atenção.

Observou atentamente e percebeu que era um homem trabalhando na lavoura. Exclamou para si mesmo com certa melancolia:
- Ah como eu gostaria de estar no lugar daquele homem, trabalhando tranqüilamente em meio à vegetação e ouvindo o canto dos pássaros, sem maiores preocupações! E ao final do dia voltar para casa, abraçar a esposa e os filhos, jantar e repousar serenamente ao lado daqueles que tanto amo. Isso sim é que é vida boa!.

Deus sabe qual é o melhor lugar para cada um de seus filhos, do que necessitamos para evoluir e que lições devemos aprender. Por essa razão todos estamos no lugar correto, com as pessoas certas, e na profissão adequada. Viver é um grande desafio à inteligência humana e à capacidade do homem de florescer no lugar exato em que foi plantado.

Bom dia!!!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

A história do Pato!



Havia um pequeno menino chamado Jhonny, que resolveu ir passar as férias na fazenda dos avós.
quando chegou lá, seu avô lhe deu um estilingue, aqueles de arremessar pedras, para brincar nas ali próximo a fazenda no meio de uma pequena mata que havia,
Ele praticou e praticou, na tentativa de acertar alguma coisa, um pássaro, um esquilo, um coelho, mas nunca conseguiu acertar o alvo.
Ficando um pouco desanimado, ele voltou para o jantar na casa dos Avós.
Quando estava voltando para casa ele viu o pato de estimação da vovó...
Em um impulso, ele atirou uma pedra na direção do pato e o acertou na cabeça e matou-o, o susto foi tão grande que ele não sabia o que fazer!Após, ter ficado em pânico, ele escondeu o pato morto na pilha de madeira! 
Sally (sua irmã) tinha visto tudo, mas ela não disse nada. 
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Sally, vamos lavar a louça"
Mas Sally disse: " Vovó, Johnny me disse que queria ajudar na cozinha "
antes que Jhonny dissesse algo, ela sussurrou-lhe: "Lembra-te do pato? '
Assim, Johnny lavou os pratos.
Mais tarde naquele dia, vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar e vovó disse: "Me desculpe, mas eu preciso de Sally para ajudar a fazer o jantar."
Sally apenas sorriu e disse, "está tudo certo, porque Johnny me disse que queria ajudar"
novamente Ela sussurrou , "Lembra-te do pato?"
Então Sally foi pescar e Johnny ficou para ajudar.
Após vários dias de Johnny fazendo o trabalho de Sally, ele finalmente não aguentava mais Ele veio com a avó e confessou que tinha matado o pequeno pato de estimação de sua avó.
Ela com um olhar doce e delicado ajoelhou, deu-lhe um abraço e disse:
"Querido, eu sei... eu estava na janela e vi a coisa toda, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar Sally fazer de você um escravo." 
Pensamento do dia:
Qualquer que seja o seu passado, o que você tem feito... O diabo fica jogando-o no seu rosto (mentir, enganar, a dívida, medo, maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc ).... seja o que for... Você precisa saber que:
Deus estava de pé na janela e viu a coisa toda.
Ele viu toda a sua vida ... Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer um escravo de você.
A grande coisa acerca de Deus é que quando você pedir perdão, Ele não só perdoa, mas Ele se esquece.
É pela graça e misericórdia de Deus que somos salvos.
Deus está à janela!
-- 
"As misericórdias do Senhor são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!"Lm 3.22,23
bom dia!!

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Ouvindo corações


Grande sabedoria é saber olhar a vida com olhos de ver. Enxergar as coisas de maneira diversa da habitual. Ir além das aparências. 

Nós não somos apenas ossos, músculos, tendões, unhas, cabelos, sangue. Somos tudo isso e mais a essência, o espírito. 

É essa essência que nos faz ficar doentes ou recuperar a saúde de uma doença sem bons prognósticos. 

Assim, não se pode imaginar medicina sem os remédios, bisturis, equipamentos, poções. Mas, a essência não pode ser esquecida. 

Dr. Josh era um talentoso cirurgião oncológico. Depois de alguns anos, começara a ter problemas. 

Mal conseguia se levantar da cama todas as manhãs porque sabia que iria ouvir as mesmas queixas, dia após dia. 

De tanto ouvir falar de dores e assistir ao sofrimento, deixara de se importar. 

Para que tudo aquilo, afinal? Muitos pacientes ele nem conseguia que se recuperassem. 

Então, uma amiga lhe observou que ele precisava ter novos olhos. O importante não era mudar de hospital, de atividade. Era ele olhar o mesmo cenário, de forma diferente.

E lhe sugeriu que, a cada dia, durante 15 minutos, ele rememorasse os acontecimentos e respondesse a si mesmo: "o que me surpreendeu hoje? O que me perturbou ou me emocionou hoje? O que me inspirou hoje?" 

Ele ficou em dúvida, mas tentou. Três dias depois, a única resposta que conseguia dar para as três questões era nada, nada, nada. 

A amiga lhe sugeriu que ele olhasse as pessoas ao seu redor como se fosse um escritor, um jornalista, ou quem sabe, um poeta. Procurasse histórias. 

Seis semanas depois, Josh encontrou-se com ela, outra vez e lhe falou das suas experiências. Estava mudado. Sereno. 

Nos primeiros dias, a única coisa que o surpreendera tinha sido o tumor de algum paciente que diminuía ou regredira poucos centímetros. 

O mais inspirador, uma droga nova, ainda em experiência, a ser ministrada aos pacientes. 

Certo dia, observando uma mulher de apenas 38 anos, que ele havia operado de um câncer no ovário, tudo mudou. 

Ela estava muito debilitada pela quimioterapia. Sentada em uma cadeira, tinha ao seu lado as filhas de quatro e seis anos. As duas meninas estavam bem arrumadas, felizes e amadas. 

"como ela fazia aquilo?" 

Aproximou-se e lhe disse que a achava uma mulher maravilhosa, uma mãe fora do comum. Mesmo depois de tudo o que havia passado, ele observava que havia dentro dela algo muito forte. Uma força que a estava curando. 

A partir daí, ele começou a perguntar aos pacientes o que lhes dava forças na sua luta contra a doença. 

As respostas eram muito diversas. O importante é que ele descobriu que tinha interesse em ouvir. 

Se antes já era um excelente cirurgião, deu-se conta de que agora, e somente agora, as pessoas vinham lhe agradecer pela cirurgia. Algumas até lhe davam presentes. 

Mudou o seu relacionamento com os doentes. Contando tudo isso para a amiga, ele retirou do bolso um estetoscópio com seu nome gravado e o mostrou, comovido. Presente de um paciente. 

Quando a amiga lhe perguntou o que é que iria fazer com aquilo, ele sorriu e respondeu: "ouvir os corações, Rachel. Ouvir os corações." 

*** 

Todas as vidas têm um significado. Encontrar o sentido das coisas nem sempre é fazer algo diferente. Por vezes, é somente enxergar o cotidiano, a rotina de uma forma diferente. 

A vida pode ser vista de várias maneiras: com os olhos, com a mente, com a intuição.

Mas a vida só é verdadeiramente conhecida por aqueles que falam e ouvem a linguagem do coração.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Pétalas e Espinhos

A um homem, quando nasceu, foi lhe dado uma cesta de
pétalas de rosas e uma cesta de espinhos.

E lá foi o homem pela sua vida caminhando.
De vez em quando ele era um bom homem atencioso com a família
Ajudava as pessoas que o procurava necessitada e com isso ele jogava uma das tantas pétalas que lhe foi dada. Apesar das qualidades deste homem ele também era muito arrogante, encrenqueiro, batia nos filhos, e isso acontecia com muita freqüência, com isso ele muitas e muitas vezes jogava espinhos...

E lá foi o homem caminhando, jogando poucas pétalas de
rosas e muitos espinhos ao chão...

Quando chegou no fim da sua vida, a cesta de pétalas de rosas estava praticamente cheia, enquanto a de espinhos estava quase vazia e diante de Jesus perguntou:

- Jesus, aqui estou, já terminei a minha missão, o que faço agora?

E Jesus com os olhos fixos naquele homem, respondeu-lhe:
- E agora, meu filho, volte pelo mesmo caminho que você veio. Mas jogue apenas as pétalas de rosas,

Espalhe amor e alegria pela sua vida, tratando bem o seu semelhante e Todos os seres existentes nesta terra, pois, certamente, se não o fizer, sofrerás mais tarde com a dor dos espinhos nos seus pés.

 Que você encontre o seu

caminho livre dos espinhos...e que a paz faça
tua alegria  ser ainda mais contagiante...
E lembre-se de espalhar as rosas por cima dos espinhos para que eles não te machuquem!

Bom dia!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Um colar valioso

Usar, por alguns dias, a pulseira da mãe, era o sonho de consumo do pequeno Pedro, de seis anos de idade.

Eles eram pobres, e a pulseira não tinha muito valor, mas tanto o garoto insistiu que a mãe lhe entregou, recomendando que tomasse cuidado.

Pedro colocou o cordão no pulso e se sentiu o homem mais feliz do bairro.

Jogava futebol com os amigos, de pulseira. Ia comprar pão, com a pulseira, e na escola, ele exibia sua preciosidade sempre que podia.

As semanas se passaram e, como sempre acontece com as crianças, um dia aconteceu com Pedro. Uma distração, e ele se deu conta de que havia esquecido a pulseira em algum lugar.

Procurou por todos os cantos e... nada.

Ele estava sozinho em casa. A mãe estava no trabalho. Mas, e quando ela chegasse, como lhe contaria a tragédia?

Mil preocupações surgiram naquela cabeça infantil. E a mais cruel era a de ter perdido o que ele considerava ser o único tesouro de sua mãe.

Depois de muitas cogitações, tomou uma difícil decisão: iria embora de casa.

Jogou algumas roupas dentro da velha sacola, e saiu porta afora.

Não foi muito longe e ouviu uma voz bem conhecida... Era o Sr. Severino, um velhinho bom que morava na vizinhança.

Ei, aonde você vai com essa trouxa nas costas, Pedro?

(Preocupar-se com os filhos alheios não é muito comum nos grandes centros, mas, nos vilarejos de gente pobre, os vizinhos se importam uns com os outros.)

Vou embora, respondeu, cabisbaixo, o menino.

Mas a sua mãe não está em casa. É melhor você esperar que ela chegue, senão ela ficará aflita quando não o encontrar.

O garoto costumava ouvir os mais velhos, então voltou, é claro, na companhia do velho Severino.

Quando a mãe chegou, já estava escuro. Mal entrou e já sentiu algo no ar, pois as mães sempre sentem quando tem alguma coisa errada com seus filhos.

O que houve, Sr. Severino?, perguntou logo.

Ele se aproximou e falou baixinho o que havia acontecido. Ela, já em lágrimas, entrou no quarto, onde o pequeno Pedro estava escondido, e o abraçou com ternura.

Meu filho, você ia embora sem avisar a mãe?

Por que ia fazer isso, meu anjo?

Mãe, lembra daquela pulseira que você me emprestou e me pediu para ter cuidado?

Sim, disse a mãe.!

Eu não sei como aconteceu, mas perdi, mãe.

Quando notei, eu procurei, procurei, mas não achei. Então fiquei com medo e com vergonha, e por isso eu ia embora de casa, prá não ver você triste.

Ora, filho, eu ia ficar muito triste se você tivesse ido. Nunca mais pense nisso!

E a pulseira? Perguntou, mais aliviado.

Ah, meu anjo, aquela pulseira tinha pouco valor. Um dia, quem sabe, nós compramos outra.

Mãe, eu quero lhe dar um belo colar. Você sabe quanto custa um?

Não faço idéia, mas já tenho o colar mais valioso do mundo. E sabe qual é?

Não, mãe, eu nunca vi você de colar.

Pois bem, disse a mãe, puxando os bracinhos do filho e os envolvendo no pescoço.

Filho, o seu abraço é o colar mais valioso do mundo, para mim. E eu desejo tê-lo para sempre. Promete que nunca mais vai pensar em ir embora?

Pedro sorriu, aliviado, e encheu o rosto da mãezinha de beijos.

* * *

Não há tesouro mais valioso do que os filhos.

Um filho é a prova da confiança de Deus aos pais.

Mas os filhos nem sempre sabem que são valiosos para seus pais. É preciso dizer isso a eles, sempre.

E você, já disse isso ao seu filho, hoje?

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sempre Amigos
  
 Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada.
Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
Às vezes os mortos levam tempo para se dar conta de sua nova condição...
A caminhada era muito longa, morro acima, o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede.
Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão todo magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro na qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina.
O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.
- Bom dia, ele disse.
- Bom dia, respondeu o homem.
- Que lugar é este, tão lindo? ele perguntou.
- Isto aqui é o céu, foi a resposta..
- Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse o homem.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
- Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande.
- Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sítio, cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta.
A porteira se abria para um caminho de terra, com árvores dos dois lados que lhe faziam sombra.
A sombra de uma das árvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo:
- Bom dia, disse o caminhante.
- Bom dia, disse o homem.
- Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
- Há uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber à vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram até a fonte e mataram a sede.
- Muito obrigado, ele disse ao sair.
- Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
- A propósito, disse o caminhante, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o homem.
- Céu? - Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo.
 - Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
- De forma alguma, respondeu o homem.
Na verdade, eles nos fazem um grande favor.
 Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores amigos...
Boom dia!!