Em um vasto deserto, onde o sol queimava sem piedade e o vento levava embora até as esperanças, nasceu um pequeno cacto entre pedras secas e areia. Ao seu redor, não havia flores, nem sombra, nem água. Apenas o silêncio e o calor.
O cacto olhava o horizonte todos os dias e se perguntava: — Por que nasci aqui? Por que Deus me colocou num lugar tão difícil?
O tempo passava, e muitos ao redor dele murchavam. Mas o cacto, mesmo sem entender, permanecia firme. Suas raízes, em silêncio, cavavam profundo em busca de água. Seus espinhos, embora parecessem duros, protegiam sua vida do calor e dos animais.
Anos depois, uma jovem caminhante cruzava aquele deserto, exausta, com os pés feridos e os lábios rachados. Já quase sem forças, ela caiu ao lado do velho cacto. Foi então que percebeu algo inesperado: entre os espinhos, floresciam pequenas flores vermelhas e, dentro do cacto, havia água.
Com esforço, a jovem se aproximou, colheu uma flor, bebeu da umidade do cacto e recuperou forças. Aquela planta, que parecia tão dura e inútil, salvou sua vida.
Naquela tarde, o cacto olhou o céu e, pela primeira vez, entendeu:
— Não fui colocado aqui por acaso. Minha dor serviu para fortalecer, e minha resistência salvou uma vida.
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Moral da história:
Às vezes, não entendemos o motivo das dificuldades que enfrentamos. Mas Deus conhece o propósito de cada deserto. E se formos firmes, mesmo entre pedras e calor, um dia entenderemos que nossa resistência pode ser a salvação de alguém.
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