Um oleiro e o vaso.
Havia um vaso em construção na roda do oleiro. Enquanto girava, talvez, se pudesse falar, reclamaria da pressão das mãos, do atrito, da força que o moldava. Depois veio o fogo do forno — e ali pareceria o fim.
Mas era justamente o fogo que dava firmeza ao barro.
Muita gente amanheceu hoje se sentindo em pressão, girando em preocupações, atravessando calor de lutas interiores. Mas há um segredo nessa parábola: barro sem processo é só barro; barro moldado vira vaso.
Há dias que não chegam para nos quebrar, chegam para nos amadurecer.
Talvez alguém esteja ouvindo agora e pensando que a vida tem sido peso. Mas e se esse dia for uma oficina, e não um castigo? E se as exigências desta manhã estiverem lapidando em você uma força que você ainda não percebeu?
A reflexão de hoje é essa:
Não amaldiçoe os processos que estão produzindo profundidade em você.
A pressa quer atalhos; a sabedoria entende formação.
E me vem a palavra de Bible, em Jeremias 18:6:
"Como o barro na mão do oleiro, assim sois vós..."
Que verso extraordinário.
Não somos obra do acaso, somos obra em andamento.
Então hoje levante com esta consciência:
não viva apenas para sobreviver ao dia — participe dele.
Observe um detalhe bonito. Recomece uma conversa. Perdoe alguém. Tome uma decisão adiada. Semeie ânimo em vez de repetir cansaço.
Porque alguns milagres chegam como portas que se abrem.
Outros chegam como coragem que desperta.
E talvez o maior despertar desta manhã seja entender:
Você não está começando um dia comum. Você está recebendo mais uma oportunidade de ser moldado em algo maior.
Bom dia aos corações que me ouvem… e que hoje a alma de cada um desperte para a beleza e para o propósito deste novo amanhecer.
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