Todo começo de ano vem carregado de promessas.
Promessas feitas em voz alta.
Promessas feitas no impulso.
Promessas que, muitas vezes,
não sobrevivem ao primeiro cansaço.
Mas a verdade é simples
e quase ninguém fala dela:
o ano não começa quando o relógio vira.
O ano começa quando a pessoa decide.
Decide levantar diferente.
Decide falar menos e agir mais.
Decide parar de repetir erros antigos
com datas novas.
Existe uma história simples,
real,
que diz muito sobre isso.
Um homem escreveu numa folha
tudo o que queria mudar.
Dobrou o papel,
guardou no bolso
e seguiu a vida.
Dias depois,
abriu aquele papel.
Nada tinha mudado.
Porque o papel estava no bolso,
mas as decisões não estavam nas mãos.
Ano novo não respeita calendário.
Respeita atitude.
Não é o número do ano que transforma.
É o que você escolhe manter.
É o que você escolhe cortar.
É o que você decide enfrentar
mesmo sem aplauso,
mesmo sem garantia.
Talvez este ano
não seja sobre correr mais.
Talvez seja sobre parar de fugir.
Talvez não seja sobre começar tudo.
Talvez seja sobre terminar o que ficou pela metade.
A primeira segunda-feira do ano
não pede promessa.
Pede postura.
Porque quem muda o jeito de caminhar
não precisa que o ano seja perfeito.
Precisa apenas que seja verdadeiro
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